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Predicado

Posted on October 4, 2016 at 7:40 PM Comments comments (38)


                , AFASTA-TE

De toda a inquietude,

Gerada por aquilo que bate,

Que pulsa,

Que fere.


Poetas embelezam a realidade,

Que pulsa,

Que Fere,

Poetas e palavras,

Provas e versos,

Tudo o que leres,

Teve uma intenção,

Teve uma emoção,

Gerada por aquilo que bate,

Que pulsa,

Que Fere.


Ouve C.Buarque,

Construção:



Texto de: P.

Pequena fantasia de Zoé, o trainee de mergulhador

Posted on July 22, 2016 at 9:25 PM Comments comments (0)

O escafandro não apertava o tanto que aparentava. Arraigado, o ar era aos poucos difundido. Respirar? Respiro sem a dádiva do conforto – a pele irá se enrugar de novo, alguns anos de vida esquecidos abaixo do mar. Não que eu esteja reclamando da profissão, possuo extremo apreço pelo que faço (embaraço o desnecessário, perdão), mas vejo com maus olhos as intenções dos que me ordenam. Nenhuma melodia é capaz de curar os que alentam sem pulmão; os que pulsam sem coração; os pobres; os miseráveis; os infames da própria lábia, enganados por si a acreditar em uma desverdade qualquer. Guerra é paz. Paz é guerra? Provavelmente. Frescurices à parte (codinome nostalgia), deu-se assim a minha história:


Zoé: Chegou mais um cargueiro! Três horas e meia.

Sávio: Desembarquem a carga imediatamente, quero todos a postos para receber as peças. Angar 1 receberá nossa mercadoria.

Zoé: Talvez hoje seja meu dia de folga., quem sabe?

Sávio: Talvez.


Não foi. Você poderia perguntar quais peças valem um resgate. Pouco importa. Eu dependia de erros alheios, e eles frequentemente aconteciam – uma frequência maior do que o normal, desleixo ensaiado pela preguiça e bucolismo presentes. Enfim, aprontaram as minhas vestes. Não eram tão feias quanto diziam. Puseram-me ao mar, equipado, porém, despido. Afundei daquela vez como se fosse a última; busquei aquela carga como se fosse a única; e cada metro meu num passo tímido, segui. Mas nunca chegava. A aproximação era permanente, algo semelhante a:


Z: Cem metros da Carga.

S: Ok.

Z: Dez metros da carga.

S: OK.

Z: Um metro da carga.

S:Quase lá!


Engano maior. Segui assim num almost there infinito. Dez centímetros, um centímetro; dez milímetros, um milímetro... como o fôlego permanecia, e aquele escafandro torturava cada vez mais a mente com uma falha iminente, cabia apenas seguir enquanto houvesse um seguir. As escalas diminuíam, o sofrimento não. O dia cortejou a noite, deu-lhe o mar para que pudesse ver seu reflexo do céu. Gostaria de vê-lo novamente. Bobagem. Repito o impulso à frente, um talvez sprint de consagração. O fundo não era tão fundo como falavam aos bastidores, era mais! Momentos finais:


S: Tudo certo ai?

Z: Quase lá.

S: Tem certeza?

Z: Sim.

S: Responda, tem certeza? Precisamos dessa carga!

Z: Já respondi que sim!

Z: Sávio?

Z: Alguém?


A ambição embebedou meu sangue, já podia tirar aquele escafandro sem sofrer. Sozinho como nunca antes, acompanhado com o de sempre. O real não era tão irreal quanto diziam. Sim, estou perto. Basta um pouco mais...talvez agora? Não consigo distinguir as distâncias além, como também é impossível voltar sem ajuda. Dever-se-ia prestar pela prudência do siga em frente? Não sei. Minutos, horas, dias e anos de agonia. Quanto já passou? Largar de mão agora seria uma estupidez gigantesca, esse esforço todo para nada? Penso em desistir. Não posso. Já não importava o meu trainee de mergulhador, aquele momento transcendia meu viver. A existência paira sob a eternidade enquanto houver a tal peça para que eu possa alcançar.


Texto de: F.

Ex poeta, Mother.

Posted on May 10, 2016 at 5:30 PM Comments comments (0)

 Naqueles últimos versos que escrevi “ Lição: [ Re] aprender os nuances da vida”, queria expressar que deveria fazer algo novo e não simplesmente valorizar uma realidade em débito, porém necessária em nossa sociedade. Por esse motivo, nobre leitor, me dedicarei aos textos argumentativos e concomitantemente aos narrativos.

 

Devidamente esclarecida minha situação, gostaria de expressar minha homenagem às mães biológicas e,sobretudo, aquelas mães de coração. Caso os senhores não saibam, o autor que vos escreve é do sexo masculino e não sabe distinguir as dores do parto de uma dor mensal – Cólica (?) -, todavia entenda que a culpa não é minha, e sim da anatomia humana que distingue os sexos masculino e feminino. Explicado os termos, percebo que ser “ Mãe “ é exercer e cumprir uma missão impossível!

 

Nesse sentido, confesso porquanto filho que proporcionei inúmeros aborrecimentos, tristezas e ALEGRIAS. Por isso, minha mãe e mãe minha, peço-lhe perdão. Sendo assim, observo que a relação materna se assenta desde os nossos primeiros dias de vida, visto que crescemos e por conseguinte nos desenvolvemos ao longo de nove meses ( no meu caso foram oito ) dentro do seio materno, logo, renegar e desvalorizar esse amor fraterno é atirar pedra na cruz.

 

Além disso, como cristão acredito que o coração – sentido de conselho- de mãe corresponde aos desígnios de Deus. Nem Freud explica o chamado sexto sentido materno, ou mesmo a alegria que pulsa naquele seio ao nutrir e obviamente proporcionar saúde a um pequenino ser. Nobres leitores, o amor de mãe não se explica e nem se mede, apenas se sente.

 

Diante disso, embora a palavra mãe possa ser expressada e falada de modo diferentes (tais como, mãezinha, mamãe, mater e mother), o significado expressado por cada uma encontra seu subterfúgio em um sentimento puro e belo: O amor. Este, por sua vez, permanece ligado, não por tomadas ou Wifi, porém via alma entre mãe e filho para todo o sempre, e talvez só elas conseguem ser dignas dessa missão.

 

 

 

 

Texto de: P

 


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