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Ex poeta, Mother.

Posted on May 10, 2016 at 5:30 PM Comments comments (0)

 Naqueles últimos versos que escrevi “ Lição: [ Re] aprender os nuances da vida”, queria expressar que deveria fazer algo novo e não simplesmente valorizar uma realidade em débito, porém necessária em nossa sociedade. Por esse motivo, nobre leitor, me dedicarei aos textos argumentativos e concomitantemente aos narrativos.

 

Devidamente esclarecida minha situação, gostaria de expressar minha homenagem às mães biológicas e,sobretudo, aquelas mães de coração. Caso os senhores não saibam, o autor que vos escreve é do sexo masculino e não sabe distinguir as dores do parto de uma dor mensal – Cólica (?) -, todavia entenda que a culpa não é minha, e sim da anatomia humana que distingue os sexos masculino e feminino. Explicado os termos, percebo que ser “ Mãe “ é exercer e cumprir uma missão impossível!

 

Nesse sentido, confesso porquanto filho que proporcionei inúmeros aborrecimentos, tristezas e ALEGRIAS. Por isso, minha mãe e mãe minha, peço-lhe perdão. Sendo assim, observo que a relação materna se assenta desde os nossos primeiros dias de vida, visto que crescemos e por conseguinte nos desenvolvemos ao longo de nove meses ( no meu caso foram oito ) dentro do seio materno, logo, renegar e desvalorizar esse amor fraterno é atirar pedra na cruz.

 

Além disso, como cristão acredito que o coração – sentido de conselho- de mãe corresponde aos desígnios de Deus. Nem Freud explica o chamado sexto sentido materno, ou mesmo a alegria que pulsa naquele seio ao nutrir e obviamente proporcionar saúde a um pequenino ser. Nobres leitores, o amor de mãe não se explica e nem se mede, apenas se sente.

 

Diante disso, embora a palavra mãe possa ser expressada e falada de modo diferentes (tais como, mãezinha, mamãe, mater e mother), o significado expressado por cada uma encontra seu subterfúgio em um sentimento puro e belo: O amor. Este, por sua vez, permanece ligado, não por tomadas ou Wifi, porém via alma entre mãe e filho para todo o sempre, e talvez só elas conseguem ser dignas dessa missão.

 

 

 

 

Texto de: P

 

Alguns vinténs de vontade e zelo

Posted on April 1, 2016 at 6:35 PM Comments comments (0)

Prezados leitores, estou perdendo a minha sanidade. Não há mais um dia sequer que eu não duvide da sobriedade da vida, de minhas atitudes e do dia-dia em si. Por vezes desejo ver o mundo de forma banal novamente para, enfim, descansar de tantas surpresas- nem sempre agradáveis. Um jargão traduz bem meus sentimentos: “Que no, que no, que no nos representan!” , como trajado pelos espanhóis em protesto contra a monarquia e suas hipocrisias. Pois bem, tive minha atenção voltada – na semana que passou- para um assunto importuno: Pedintes de rua; de terminal; de comida; de bebida; de crack; de cachaça; de amor; de igualdade social; de dinheiro para faculdade; pedintes de glória; de atenção; de esperança; obrigados ou não.

 

Diga-me, mizífi aiacolá, se isso existe antes mesmo de você se entender por gente, por que tanto pirlimpimpim? Talvez a igualdade não seja algo palpável, nem mesmo o mundo tenha sido concebido para que tivéssemos as mesmas oportunidades. Trabalhar com as circunstancias e dificuldades é uma das maiores dádivas do ser humano. Verdade! Pois é. É... E dessa forma caminhamos para ignorar a temática: Relevar a existência de uma problemática não anula seu valor, muito menos a diminui. Por natureza, incomoda-nos o fato de ver um ser humano sofrer, e buscamos alternativas para justificar os podres do mundo: “ Esta senhora tá aí todo dia pedindo dinheiro, podia estar trabalhando! ”, “ Esta mãe criou 5 filhos, deve estar querendo o auxílio do bolsa família, vai gastar tudo no bar! ”, “ Esses meninos pedindo dinheiro ao praticar malabares, podiam fazer algo digno! ”, e assim por diante. Qualquer ser pensante irá questionar o porquê de uma senhora de 72 anos (de ruim oratória, capital estético baixo e um curriculum vitae que não cobre um décimo de folha A4) estar todos os dias num mesmo local a pedir- e a resposta torna-se banal.

 

A desigualdade social existe, e provavelmente sempre existirá. A redução de seus efeitos, porém, parte do já conhecido: Políticas públicas, parcerias e auxílios de órgãos voluntários, suporte de capital – não só dinheiro, como também pessoas e ferramentas-, e outras tantas atitudes. Necessita-se, portanto, de grande esforço e mobilidade para o alcance de resultados relevantes em tal âmbito, ninguém discorda. A partir do momento que ignoramos o tema, a fim de acreditar em falácias – amenizadoras da verdade e de nossa própria culpa-, declaramos a falência do próprio ser: Todos pedimos, em maior ou menor grau, por algo. Todos. Pedir é, por vezes, um ato involuntário, mas sempre uma necessidade humana. Sim, há momentos em que não é possível ofertar nenhum tipo de ajuda. Cabe a nós lembrar a todo tempo o quão humanamente estamos ligados a tudo isso.

 

A senhora dos 72 estava no terminal em busca de dinheiro. Os comentários do segundo parágrafo são reais, e foram proferidos logo após eu retirar alguns poucos centavos de minha mochila para dar-lhe algo em favor. A senhora poderia gastá-los com crack, maconha, cocaína, ou sei lá mais o que o preconceito mesquinho produzir: Que diferença faria? Ela não irá deixar sua condição pelo fato que lhe doei algo, tampouco se todos tivessem feito o mesmo. Olhar em seus olhos e, mesmo sem dizer uma palavra, bravar um “ eu confio em você”, essa é a chave para silenciar -naqueles breves segundos- qualquer hipocrisia ou falácia do mundo moderno.

 

Existe, mas não porque eu a ignoro. Existe, mas não porque eu nunca tentei ajudar. Existe, mas eu não irei mentir para mim - a fim de silenciar ego ou culpa. Existe, e existirá depois de mim, mas meus filhos e netos irão fazer o certo – basta comprá-los um espelho, afinal, e perceberão o que já percebi. Por fim, existe antes de qualquer direcionamento ou momento políticos, e são reflexos da pura natureza de quem somos: Pedintes e existentes.

 

Texto de: F.

Sim,estou tão cansado, mas não para dizer:

Posted on February 17, 2016 at 6:05 PM Comments comments (0)

Sinto-me injustiçado. Explico-me, caro leitor. Observo que a política de inclusão de ações afirmativas – Cotas- promove e articula uma desigualdade entre os estudantes de instituições públicas. Dito de outra maneira, a lei é falha.


Visto sob essa perspectiva, torna-se recorrente no Espírito Santo (e nos demais entes federativos) um instituto se gabar, pois é o melhor colégio público do Brasil. Apesar de não ser formado em Marketing, entendo um pouco de propaganda. Veja, leitor: sempre será conveniente divulgar um resultado pelo resultado, e assim ocultar os meios para se obtê-lo.


Sendo assim, nos anos que frequentei cursinhos preparatórios, chamou-me a atenção que a maioria dos alunos eram de colégio público federal com ensino técnico. Esses alunos estudam de manhã em uma instituição educacional excelente e ainda se beneficiam nos vestibulares com a ajuda de um preparatório. Assim sendo, para não dizer que não falei das flores, reconheço que o ensino médio técnico é diferente do ensino médio regular, todavia é preocupante o desnível entre os próprios cotistas.


 Destarte, os alunos que estudam em colégio público e frequentam cursinhos pré-vestibulares possuem uma vantagem absurda se compararmos aos alunos que não dispõem de tal prerrogativa. No país em que o “jeitinho brasileiro”vigora, é cômodo aproveitar algumas vantagens. Entretanto, considero-as inadmissíveis, sobretudo, na perspectiva ética. É notório que as políticas afirmativas contribuam para que os alunos que estudam em escolas públicas e de famílias modestas ingressem no ensino superior. Contudo, posiciono-me contrário que esse direito ainda seja estendido aos alunos de instituições públicas que fazem preparatório.


Diante disso, reitero: a lei é falha e subverte uma realidade cômoda para alguns e incômodas para outros. Convido-o a refletir sobre a “cota social” para escola pública e particular. Pode ser um caminho, porém são necessárias evoluções.


Texto de: P.