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Sim,estou tão cansado, mas não para dizer:

Posted on February 17, 2016 at 6:05 PM Comments comments (0)

Sinto-me injustiçado. Explico-me, caro leitor. Observo que a política de inclusão de ações afirmativas – Cotas- promove e articula uma desigualdade entre os estudantes de instituições públicas. Dito de outra maneira, a lei é falha.


Visto sob essa perspectiva, torna-se recorrente no Espírito Santo (e nos demais entes federativos) um instituto se gabar, pois é o melhor colégio público do Brasil. Apesar de não ser formado em Marketing, entendo um pouco de propaganda. Veja, leitor: sempre será conveniente divulgar um resultado pelo resultado, e assim ocultar os meios para se obtê-lo.


Sendo assim, nos anos que frequentei cursinhos preparatórios, chamou-me a atenção que a maioria dos alunos eram de colégio público federal com ensino técnico. Esses alunos estudam de manhã em uma instituição educacional excelente e ainda se beneficiam nos vestibulares com a ajuda de um preparatório. Assim sendo, para não dizer que não falei das flores, reconheço que o ensino médio técnico é diferente do ensino médio regular, todavia é preocupante o desnível entre os próprios cotistas.


 Destarte, os alunos que estudam em colégio público e frequentam cursinhos pré-vestibulares possuem uma vantagem absurda se compararmos aos alunos que não dispõem de tal prerrogativa. No país em que o “jeitinho brasileiro”vigora, é cômodo aproveitar algumas vantagens. Entretanto, considero-as inadmissíveis, sobretudo, na perspectiva ética. É notório que as políticas afirmativas contribuam para que os alunos que estudam em escolas públicas e de famílias modestas ingressem no ensino superior. Contudo, posiciono-me contrário que esse direito ainda seja estendido aos alunos de instituições públicas que fazem preparatório.


Diante disso, reitero: a lei é falha e subverte uma realidade cômoda para alguns e incômodas para outros. Convido-o a refletir sobre a “cota social” para escola pública e particular. Pode ser um caminho, porém são necessárias evoluções.


Texto de: P.